Um ano. Um ano que faz que tu partiste. Foste embora, sem deixar rasto. Saíste deste mundo e foste para um outro onde eu não posso estar presente. Ainda não me habituei à tua ausência. Não me vou habituar, eu sei que não. Tenho saudades de te ver, de estar contigo. De ver a tua pele tão doce e macia com as rugazinhas, o teu cabelo branco como a neve e os teus olhos da cor de um mar clandestino. És mais do que foste. Foste mais do que és. Mesmo não estando aqui. Partiste, eu sei. Mas nunca me abandonaste. Estás dentro de mim. És a pessoa que tem um lugar maior no meu coração. Não é difícil só para sim, eu sei. Custa também para outras pessoas. E esta data é uma marca da tua ausência no mundo. Esta data não se deve a uma coisa boa, óbvio. Mas importante, num ponto de vista. Partiste, sem pedir autorização. E agora temos que nos adaptar à tua inexistência. É complicado, eu sei bem. E ao fim de um ano, ao fim de tanto tempo, ainda penso que estás aqui. Penso em ti todos os dias. Há sempre uma coisa insignificante que me faz lembrar a tua pessoa tão importante. Nunca mais vais voltar. Não me deste o teu ultimo sorriso e não me disseste adeus. Partiste. E agora? O que vai ser de mim sem ti? Sim, eu tenho-me aguentado. Pensava, sinceramente, que ia ser mais fácil. Mas enganei-me. Enganei-me de uma maneira tão colossal. Eras uma mulher forte, com muito coração. Uma mulher tão doce! Porque é que partiste? Porque é que são as pessoas mais dilectas que partem? Porque é que foste embora sem deixar um sinal, sem deixar o último brilho dos teus olhos? Sabes? A tua personalidade estupenda é que os fazia brilhar. Foi horripilante a última vez que te vi. Porque é que teve que ser assim? Porque é que não deixaste em mim o teu toque, a tua doçura? Eu amava a forma como eras. Amava, amo. Amarei para todo o sempre. Partiste sozinha, mas estás guardada num lugar cheio de gente. Estás no meu coração. Ficarás lá internamente.
Amei-te, amo-te e amar-te-ei para todo o sempre, avó!
Amei-te, amo-te e amar-te-ei para todo o sempre, avó!
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